Informações do trabalho

Título
Resistências e (Re)existências de Mulheres Migrantes e Refugiadas no Cenário Sul-Mato-Grossense
Tipo de trabalho
Comunicação Oral
Autor Principal
LUARA FERREIRA DE SOUZA QUADROS
Instituição
Universidade Católica Dom Bosco
Autor(es)
Luciane Pinho de Almeida
Instituição Origem
Universidade Católica Dom Bosco
Financiador
Outros - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES
Eixo
EIXO 3 - Democracia e Justiça Social: os Desafios da Psicologia na Defesa dos Direitos Humanos
Área
Psicologia Social
Palavra-chave
Mulheres Migrantes e Refugiadas ,Capitalismo ,Resistência e (re)existência
Resumo
Este estudo, vinculado ao projeto "Entre flores, espelhos e faces desiguais: a dialética da força feminina nos deslocamentos humanos" (FUNDECT/MS), analisa as migrações contemporâneas como expressão da crise estrutural do capitalismo, que acirra desigualdades sociais e territoriais, especialmente nos países, como o Brasil. Nesse cenário, mulheres migrantes e refugiadas - em especial negras, pardas, indígenas, mães solo e LGBTQIAPN+ - são afetadas por múltiplas formas de violência: institucional, racial, de gênero e laboral. Ancorada no feminismo marxista e no materialismo sócio-histórico, a pesquisa investiga como essas mulheres, no contexto sul-mato-grossense, resistem e (re)existem às opressões interseccionais de classe, gênero, raça e nacionalidade. A metodologia apoia-se em rodas de conversa realizadas em casas de acolhimento em Campo Grande/MS, por meio das quais emergem estratégias cotidianas de enfrentamento que rompem com os estereótipos de passividade. Os resultados apontam que, embora a migração seja frequentemente impulsionada pela busca de autonomia e proteção, ela também expõe essas mulheres à precarização do trabalho, sobretudo em atividades domésticas, à violência de gênero e à exclusão de direitos fundamentais. A experiência da maternidade, nesse contexto, intensifica a vulnerabilidade, marcando seus corpos como alvos de exploração e apagamento social. Ainda assim, suas trajetórias revelam potências de resistência: reorganização de redes de apoio, ressignificação de identidades e luta por reconhecimento e direitos. Conclui-se que a migração feminina evidencia de forma contundente as contradições do capitalismo patriarcal, demandando políticas públicas intersetoriais e epistemologias feministas comprometidas com a transformação social.