Informações do trabalho

Título
REINSERÇÃO SOCIAL E PROGRAMAS DE REABILITAÇÃO NO CÁRCERE: REFLEXÕES A PARTIR DA EXPERIÊNCIA DE ESTÁGIO.
Tipo de trabalho
Pôster
Autor Principal
PRISCILA DE JESUS SOUZA
Instituição
Universidade Federal do Sul da Bahia
Autor(es)
Bruno Santos Rosário
Instituição Origem
Universidade Federal do Sul da Bahia
Autor(es)
Isabela Mesquita Aragão
Instituição Origem
Universidade Federal do Sul da Bahia
Autor(es)
Lucas dos Santos Silva
Instituição Origem
Universidade Federal do Sul da Bahia
Autor(es)
Roberta Scaramussa Da Silva
Instituição Origem
Universidade Federal do Sul da Bahia
Financiador
Sem Financiador -
Eixo
EIXO 3 - Democracia e Justiça Social: os Desafios da Psicologia na Defesa dos Direitos Humanos
Área
Psicologia Jurídica
Palavra-chave
Sistema Prisional ,Psicologia ,Reinserção Social
Resumo
Este relato resulta da experiência de estágio do curso de Psicologia na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), realizado no núcleo de um sistema penitenciário baiano. O recorte volta-se à temática da reinserção social e dos programas de reabilitação ofertados no sistema prisional com o objetivo de analisar criticamente sua eficácia, limitações e atravessamentos. Como método, utilizou-se a cartografia, que possibilita mapear experiências e capturar os afetos, embates éticos e os fluxos de subjetividade em jogo. Durante a prática, observou-se que os programas de ressocialização, como acesso à educação, trabalho e atividades religiosas ou terapêuticas, ocorrem de forma restrita, descontínua e atravessada por contradições. O discurso institucional apoia-se na promessa de ressocialização, mas as ações são insuficientes e, muitas vezes, respondem mais à lógica da remição da pena que à construção de um processo genuíno de reintegração social. A reinserção social aparece como um ideal distante. Barreiras enfrentadas pelos egressos, como estigma social, ausência de políticas públicas articuladas e racismo estrutural, reforçam a reincidência e o ciclo de exclusão. Soma-se o sofrimento psíquico acumulado pelos internos e trabalhadores do sistema, que adoecem diante da sobrecarga, medo, naturalização da violência e negligência institucional em saúde mental. A experiência de estágio possibilitou reflexão crítica sobre o papel da Psicologia, cuja atuação se mostra tímida ou limitada pelas estruturas de controle. Ainda assim, a escuta qualificada e a ética do psicólogo podem romper com a lógica punitiva e contribuir para o fortalecimento de práticas de cuidado não apenas patológicas, mas transformadoras.